Quando nos debruçamos sobre a nossa existência dificilmente conseguimos ver o quadro completo. Ela está a acontecer neste exacto segundo e, no entanto, temos tantos momentos em que a sentimos parada.
A linha que separa dois equilíbrios abana à mais suave brisa. Por vezes essa aragem torna-se mais forte e o que parecia superável assume contornos de tempestade. É por isso que os tornados são tão assustadores: chegam mais ou menos de repente, sem aviso prévio, e à passagem apenas conseguimos ver o rasto da sua destruição.
Ainda assim, não consigo deixar de pensar que depois de cada tempestade, ou mesmo chuvada, há sempre um resiliente arco-iris, mais ou menos tímido, que insiste em mostrar o seu sorriso.
A vida é, de facto, a maior de todas as nossas preciosidades e o mais arrojado dos nossos feitos.